Devolve essa luz às ruas
amarela que tudo desenha a ouro
(Como me aflige o coração esse ar dourado que invade as ruas e os olhos ao fim da tarde.)
como se tudo pudesse ser ouro como se tudo ganhasse esse brilho quando por aí andas. Como se
no fundo
as coisas imateriais os valores os sentimentos a própria estética e os prazeres da alma ou a alma ela mesma se pudesse transformar
amarela que tudo desenha a ouro
(Como me aflige o coração esse ar dourado que invade as ruas e os olhos ao fim da tarde.)
como se tudo pudesse ser ouro como se tudo ganhasse esse brilho quando por aí andas. Como se
no fundo
as coisas imateriais os valores os sentimentos a própria estética e os prazeres da alma ou a alma ela mesma se pudesse transformar
na dualidade onda-matéria
numa pele das coisas do mundo. Se não estivesses por aí nas ruas da cidade eu nem notaria que tais assuntos têm importância e que os nossos olhos decidem muito a vida.
7 comentários:
Tuas letras são divinas!
Não perderei essa blog de vista!
Beijinhosssss
Bonito texto cheio de sensibilidade e sentido.
Abraço.
Confesso que de leitora assídua e com gosto por toda esta escrita solta, passei a ausente permanente. À muito que não passava por aqui. Mas, hoje bateu a saudade (talvez devido aos acontecimentos da actualidade), lembrei-me de dar uma olhadela pelo blog que foi o meu primeiro no mundo da blogosfera. E.. qual foi a surpresa da nova plataforma. Os textos continuam dignos de leitura.
Continua, mesmo que de tempo a tempo, pois continuarei a vir cá... (talvez não com a regularidade que gostaria,... conjunturas da vida, é certo)
Cuspir no monitor, não obrigado pois não sou dessas coisas; beijos no monitor, parece-me pouco higiénico com todos os espirros diários, não obrigada, mas... um beijo virtual... sim :)
SS
muito obrigado a todos pela simpatia. apesar da falta de tempo
da falta de net em casa
e do medo de escrever
continuarei a escrever
e um dia destes até editarei em livro ou em suporte semelhante estas palavras que me saem do corpo
(e da alma)
num estado febril. nem que seja num rolo de papel higiénico.
wilson t
ao fim da tarde
ao fim da tarde
os olhos, pálpebras semicerradas,
são também crepúsculo,
do corpo entregue ao amor.
cores sobre o mundo,
dia, noite,
riso e sussurro.
silvia chueire
Belo texto. O mundo, as ruas, a cidade, tornam-se mais suportáveis quando nele caminha alguém que amamos e que lhe confere beleza e doçura.
Olá, Wilson. Pensei que o Escrita Solta já não estava activo. É bom ver que alguns lugares resistem ao tempo. Voltarei, embora a minha vida também tenha dado uma volta complicada.
Um beijo. E vivam os resistentes :-)
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